Crime: Agente que disparou contra rapper "agiu ciente" de que não se justificava recurso a arma de fogo - acusação

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Lisboa, 18 jun (Lusa) - O agente da PSP acusado de homicídio qualificado na morte do rapper MC Snake (Nuno Manaças Rodrigues), em março último, "agiu ciente" de que naquele caso concreto não se verificava "nenhuma das situações legitimadoras do recurso a arma de fogo".

Esta é uma das conclusões contidas no despacho de acusação do Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve hoje acesso, a qual refere também que o recurso a arma de fogo pelo agente Nuno Miguel Rodrigues Moreira, na madrugada de 15 de março de 2010, se revelou "desnecessário, desproporcional e desadequado".

A acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa salienta que o polícia, ao atuar como atuou, "admitiu como possível que o ofendido pudesse vir a ser atingido por um dos dois projéteis que disparou na direção da viatura" conduzida por Nuno Manaças Rodrigues e "morrer, como de facto sucedeu".

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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